Por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, setor de transporte de passageiros sobre trilhos do Brasil destaca sua contribuição quanto a este tema, em especial a redução de 2,1 milhões de toneladas em emissões de poluentes por ano

Metrô de São Paulo. Foto: Alexandre Carvalho, A2 IMG

Por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta segunda-feira, 5 de junho, a Associação Nacional de Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), do Brasil, divulgou um comunicado de imprensa, em que mostra como o setor metroferroviário no país contribui com a sustentabilidade ambiental.

A entidade frisa que a redução do uso de combustíveis fósseis, a emissão de poluentes na atmosfera, os congestionamentos e o consumo dos recursos hídricos constituem aspectos de grande relevância para a qualidade ambiental das cidades e de vida para a população.

O texto assinala: “Hoje, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, esses temas são reforçados para a conscientização de todos sobre a importância da preservação da natureza”.

Os 21 sistemas urbanos de transporte sobre trilhos no Brasil – metrôs, trens metropolitanos, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e people movers – atuam em 11 estados e no Distrito Federal, operados por 16 empresas, incluindo oito concessionárias privadas, e transportam mais de 8 milhões de passageiros por dia.

Esses sistemas, segundo a ANPTrilhos, contribuem para reduzir o número de veículos nas ruas, diminuindo o congestionamento urbano, o que traz como resultado menor tempo de deslocamento, economia de combustível e redução da poluição atmosférica.

A entidade valoriza também a economia de espaço nas cidades, já que os sistemas sobre trilhos requerem menor espaço físico em comparação com estradas e estacionamentos para veículos individuais.

Assim, as cidades podem usar o espaço disponível de forma mais eficiente, criando áreas verdes, ciclovias, espaços públicos e reduzindo a expansão urbana não planejada.

ALÉM DO TRANSPORTE 

A diretora-executiva da ANPTrilhos, Roberta Marchesi, afirma que o transporte sobre trilhos contribui com o meio ambiente, com benefícios que vão muito além do transporte em si. 

Ela informou que em 2022, o uso dos trilhos urbanos colaborou com a redução de 2,1 milhões de toneladas de emissões de poluentes na atmosfera e gerou uma economia de 1 bilhão de litros de combustíveis fósseis.

Nos centros urbanos onde estão instalados, os sistemas sobre trilhos proporcionam economia de R$ 10 bilhões (aproximadamente USD 2 bilhões) ao ano com a retirada de ônibus e carros das ruas.

“Os benefícios gerados por esse tipo de transporte são muitos e amplamente reconhecidos”, diz a dirigente.

O uso do transporte sobre trilhos também proporciona menor tempo de percurso, com redução anual de 1,3 bilhão de horas nos deslocamentos, e economia de R$ 379 milhões (USD 76,38 milhões) em custos com acidentes de trânsito.

Segundo a entidade, tendo em vista todas essas contribuições elencadas, as pessoas que escolheram usar o transporte sobre trilhos no ano passado cooperaram com o retorno para a sociedade de R$ 30 bilhões (USD 6,04 bilhões) em termos sociais, econômicos e de qualidade de vida.

A preservação dos recursos hídricos também é essencial e o setor trabalha com reutilização e contenção de desperdício. Modernização dos equipamentos, reutilização da água e o uso de fontes alternativas, como a captação da chuva, são exemplos de ações essas ações. Existem ainda atos pontuais com coleta de água gerada pelos aparelhos de ar-condicionado para uso na limpeza e de poços para a irrigação de jardins. A reutilização da água em atividades como a lavagem externa de trens, peças ferroviárias, tuneis, pátios e oficinas também fazem parte do conjunto de medidas adotadas pelos operadores.

A expansão da rede metroferroviário contribui diretamente com o objetivo global da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) de “tornar as cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis”.

A diretora-executiva da ANPTrilhos conclui, afirmando: “Somos um setor com o compromisso com o meio ambiente e buscamos tecnologias e alternativas para esse propósito. A existência do transporte de passageiros sobre trilhos nos municípios vai além dos deslocamentos rápidos e com previsibilidade”.

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