O VLT de Cuenca, Equador, opera todos os dias, de forma gratuita, preparando os cidadãos para o uso regular do sistema

Até o final de julho de 2020, as operações do VLT  (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuenca, Equador, continuarão sob o regime de treinamento para cidadãos iniciado em 25 de maio de 2020.

De acordo com a administração do sistema, esta etapa visa educar os usuários sobre o uso e operação do VLT e seus subsistemas, para que se familiarizem com esse novo meio de transporte.

Durante o estágio de treinamento, oito unidades prestam serviço das 6h às 20h, com uma frequência de 10 minutos, de segunda a domingo.

MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA

O prefeito de Cuenca, Pedro Palacios Ullauri, destacou que o acesso dos cidadãos às unidades do VLT ocorre em “estrita conformidade com os protocolos de biossegurança” estabelecidos para esse fim e validados pelo Comitê de Operações de Emergência (COE) do cantão de Cuenca .

As medidas de biossegurança implementadas nas paradas e no interior das unidades incluem o uso obrigatório de máscaras, o fornecimento de álcool ou gel desinfetante e o saneamento geral dos trens no final de cada viagem.

Mensagens preventivas são veiculadas por áudio ou por meio de telas e há sinalização para identificar a distribuição de assentos e orientar quanto à manutenção da distância física necessária.

Também é realizado um controle específico para que seja respeitada a capacidade máxima permitida de usuários nas unidades, que atualmente é de 30%.

VANDALISMO

Nas primeiras duas semanas de operação, O VLT de Cuenca sofreu vandalismo, incluindo ataques aos segmentos isolantes do trilho APS (sistema de alimentação no solo) que permitem a energização das unidades de bonde para sua circulação pelo Centro Histórico, pichações dentro do trens e estações e acúmulo de resíduos.

A administração do sistema informa que, de acordo com a avaliação técnica, o valor dos danos causados ​​ao sistema APS é de cerca de USD 1.500. A direção destaca que, além dos danos econômicos gerados à cidade como proprietário do sistema, esse tipo de ato pode colocar em risco a prestação do serviço de transporte aos cidadãos.

O VLT de Cuenca possui um sistema abrangente de vigilância por vídeo ao longo do percurso e dentro das unidades, através do qual a pessoa que realizou o grafite nas unidades foi identificada.

De acordo com o disposto no artigo 27 da Portaria que Regulamenta a Operação do Sistema de VLT no Cantão de Cuenca, as infrações graves são punidas com 30% de uma remuneração básica unificada, ou seja, USD 120.

São tipificadas como violações graves por parte dos usuários a realização de ações que possam causar danos ao interior e ao exterior dos veículos do sistema de VLT, sua infraestrutura e elementos ou materiais necessários para a prestação do serviço, como descascar as etiquetas de informações, fazer grafites ou arranhões, manchas, escrever, sujar ou jogar lixo e outros atos de natureza semelhante.

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