Publicação apresenta o projeto Trolebici, da Cidade do México, corredor norte-sul de 15,5 km reprojetado para acomodar o tráfego compartilhado de trólebus e bicicletas

Uma publicação de 12 páginas mostra o projeto Trolebici da Cidade do México. Trata-se de um corredor norte-sul de 15,5 km especialmente reprojetado para acomodar o tráfego compartilhado de trólebus e bicicletas

No dia 17 de janeiro de 2020, o Governo da Cidade do México inaugurou a faixa do Trolebici sobre o Eje Central Lázaro Cárdenas em ambos os sentidos, do Eje 10 sul Churubusco até o Eje 5 Norte Montevideo, onde podem circular de forma compartilhada bicicletas e os 63 novos trólebus.

“O Trolebici combina a bicicleta e o transporte elétrico – os novos trólebus –, viabilizando a renovação do espaço público da Cidade do México, de norte a sul, sobre o Eje Central, que hoje estamos transformando em um espaço de mobilidade e recuperação”, analisa a prefeita, Claudia Sheinbaum Pardo.

A governante da capital comentou que entre as ações do Sistema de Mobilidade Integrada estão combinar o transporte público com modais alternativos e não motorizados, como a bicicleta, contribuindo para a melhoria das condições de convivência da população, a diminuição da poluição atmosférica e o cuidado do meio ambiente com a redução do uso dos automóveis.

SOBRE O PROJETO

O secretário de Mobilidade, Andrés Lajous Loaeza, explica que o Trolebici beneficiará a população dos bairros Gustavo A. Madero, Cuauhtémoc, Benito Juárez e Coyoacán por ser uma faixa contínua que foi ampliada de 3,5/3,7 m para 4,1 m, permitindo um espaço seguro entre as bicicletas e o trólebus.

Lajous Loaeza conta que todos os condutores do trólebus fizeram cursos de capacitação na “Biciescuela” da Secretaria de Mobilidade. Para fins de conscientização, os condutores montaram em bicicletas e ficaram lado a lado a um trólebus em movimento, para sentir como os ciclistas se sentem diariamente. Além disso, o secretário informou que em 2018 foram registradas cerca de 5 mil viagens de bicicleta no cruzamento Tacuba – Eje Central, por isso, a obra é fundamental para intensificar e melhorar a mobilidade.

AS OBRAS

O secretário de Obras e Serviços (Sobse), Jesús Esteva Medina, conta que as obras do Trolebici foram feitas com um investimento aproximado de 160 milhões de pesos, que inclui a repavimentação de 170 mil m² de um total de 325 mil do Eje Central, através de uma técnica chamada mapeamento.

Os trabalhos de recuperação do Trolebici se dividiram em três etapas: de Churubusco ao Viaduto Miguel Alemán, desse ponto até Ricardo Flores Magón, e de lá ao Eje 5 Norte Montevideo. Foram instalados 7 mil separadores ao largo de 15,5 km de avenida (31 km em ambos os sentidos), 4 mil balizas, 7 mil tachões, 3 mil tachas de demarcação e mais de 1.600 sinalizações verticais. Além disso, foram feitas a repavimentação da via e a pintura das faixas de demarcação.

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