As manifestações nos primeiros dias de outubro também danificaram o Metrô de Quito, que está em fase final de construção

O Metrô de Santiago não foi o único sistema latino-americano que sofreu danos em outubro de 2019 devido a manifestações violentas. A empresa pública metropolitana Metro de Quito (EPMMQ) informou na semana passada que, após verificações iniciais de danos e afetações sofridos em diferentes frentes, como resultado dos protestos que atingiram a capital equatoriana por doze dias consecutivos, foi possível coletar informações preliminares sobre eles.

EL EJIDO

O relatório mostra que na estação El Ejido houve sérios danos nos tapumes da obra, saques no canteiro e área de armazenamento de material de construção, incêndio na rampa de esvaziamento, bloqueio com detritos no poço do elevador da rua, corte de cabos e danos na estrutura desse equipamento. Houve também bloqueio de acesso com o emprego de material de construção, lixo, entre outros elementos.

Um fato incomum foi a remoção de pedras do patrimônio que pertencem à área ocupada pelo campo na Praça de San Francisco. Até a divulgação do informe de danos, nem todas as pedras haviam sido recuperadas (leia abaixo).

LA ALAMEDA

Segundo o relatório, na estação de La Alameda, foram observados sérios danos nos tapumes da obra, saques no canteiro e na área de armazenamento de material de construção, além de bloqueiode acessoscom material de construção, lixo, entre outros elementos.

FRENTE DE OBRA ‘24 DE MAIO’

Na frente de obras de ‘24 de Mayo’ houve sérios danos aos tapumes da obra, saques no canteiro (computadores, equipamentos de topografia, roupas pessoais, entre outros) e saques no depósito (equipamentos e ferramentas de construção).

POUCO OU NENHUM DANO

O relatório diz que não há danos significativos para as oficinas e garagens. As estações da seção norte – El Labrador, Jipijapa, Iñaquito, La Carolina, La Pradera, Universidade Central –não sofreram danos, mesma situação das estações da seção sul: La Magdalena, El Recreo, Cardeal da Torre, Morán Valverde, Solanda e Quitumbe.

A empresa informou: “As próximas etapas para cumprir os requisitos das entidades de controle e seguradoras serão verificar com a equipe de inspeção do trabalho e com os especialistas designados, seguindo todos os procedimentos relevantes para garantir que sejam realizados os reparos necessários, mas, além disso, são mantidas as ações legais de rigor para sancionar os responsáveis ​​pelos danos causados ​​aos bens da cidade”.

O CASO DE PEDRAS SUBSTRAIDAS

Pedras da praça de San Francisco

Por meio de um comunicado, a Empresa Pública Metropolitana de Quito (EPMMQ) informou que, “graças à gestão e colaboração da comunidade e da equipe da empresa, o Consórcio da Linha 1 e voluntários”, foi recuperada uma quantidade significativa de pedras componentes da praça de San Francisco, que tinham sido armazenadas na estação El Ejido para serem substituídas após o término da estação, localizada no centro histórico da cidade.

A nota explica que durante a intervenção na praça de San Francisco, mais de 107 mil pedras componentes da praça, consideradas parte fundamental do patrimônio cultural da humanidade, foram erguidas e inventariadas. A maioria delas já foi reabastecida em seus locais originais, deixando apenas cerca de 1.400 armazenados na estação El Ejido.

Durante os dias de protesto da semana passada, os manifestantes perpetraram o fechamento da estação e tiveram acesso à área onde as pedras em questão estavam armazenadas, violaram a segurança do perímetro e extraíram um número significativo delas.

“Graças à intervenção determinada do pessoal da obra e de centenas de voluntários, eles conseguiram recuperar 1.207 no primeiro dia de trabalho e 127 no segundo dia, que tiveram que ser desenvolvidos nas proximidades do setor El Trébol”. A empresa diz que ainda precisam ser recuperadas 66 pedras. E também pediu aos cidadãos que, se identificarem essas pedras, que têm uma cor marrom escura e preta e um número de inventário colocado em branco, poderão informar ou entregá-las a qualquer obra em frente ao metrô de Quito, para o pessoal de seguranç

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