Com a futura Linha F do Subte, pela primeira vez na Argentina uma máquina tuneladora será usada para a implantação de uma linha de metrô

Na última quinzena de julho de 2019, a Subterráneos de Buenos Aires Sociedad del Estado (SBASE) – empresa da Cidade Autônoma de Buenos Aires, responsável pela gestão da rede metroviária – informou que, na construção da Linha F, pela primeira vez na Argentina, a tecnologia TBM (Tunnel Boring Machine) será utilizada para a construção de uma linha de metrô.

Esse é o uso de uma máquina tuneladora que, até agora, era usada apenas em projetos hidráulicos no país. Além disso, a linha terá uma operação totalmente automática, com portas de plataforma. Quanto ao design, visa-se a racionalização, tipificação e industrialização das estações.

A informação foi transmitida por ocasião do lançamento da licitação para contratar uma consultora especializada responsável pelo desenvolvimento da documentação licitatória para a futura Linha F.

Numa primeira fase, de aproximadamente três meses, a consultoria especializada deve validar e ajustar, através de modelos analíticos, o esboço conceitual preparado pelo SBASE – inclui rastreamento, acessibilidade, circulação e evacuação de passageiros, locais técnicas, etc. – e apresentar alternativas possíveis. Depois haverá seis meses para desenvolver a documentação para a licitação da construção da linha, que incluirá especificações, relatórios e planos de trabalho, entre outros.

Nesse sentido, abrangerá também todas as especialidades complementares, como energia, sinalização, comunicações, meios de elevação e material circulante.

PAPEL CENTRAL NA INTERMODALIDADE

A linha F terá um papel central na conectividade e intermodalidade das viagens na cidade, já que 8 das 13 estações serão combinadas e terão 2 centros de baldeação em Constitución e Palermo.

Será uma linha moderna, construída e equipada com a mais recente tecnologia em construção e operação.

Terá uma extensão de 12 km, de Barracas a Palermo. Contará com 13 estações – 11 serão subterrâneas e 2 em viaduto – e permitirão o transporte de aproximadamente 600 mil passageiros por dia. Sua construção é estimada em cerca de 2 bilhões de dólares e diferentes fontes de financiamento estão sendo avaliadas.

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