Avanço dos trens no Chile

Trem modular X’Trapolis fabricado pela Alstom na Espanha, desembarcado no Chile em 24 de janeiro de 2022

Sem ter conseguido eleger seu sucessor nas recentes eleições do final de 2021 – foi eleito o esquerdista Gabriel Boric, que tomará posse em 11 de março – o presidente Sebastián Piñera falou em janeiro sobre um dos aspectos mais significativos de seu governo: investimentos regionais em matéria ferroviária que se materializaram no país desde 2019 por meio do programa Chile sobre Trilhos, promovido pela Empresa Ferroviária do Estado (EFE).

O programa contempla um plano de investimentos de longo prazo, de mais de 5,5 bilhões de dólares até 2027, que permitirá: triplicar o número de passageiros transportados, ter pela primeira vez na história toda a frota de passageiros do país com trens novos, dobrar a carga transportada e consolidar a EFE como uma empresa financeiramente sustentável.

O presidente lembrou que em 2019 a EFE transportou mais de 50 milhões de passageiros com oito serviços e uma cobertura de 839 km; até 2027 espera-se atingir mais de 150 milhões de passageiros anuais com 14 serviços e mais de mil quilômetros.

Ele diz ainda que no mesmo período a carga deve crescer de 10 milhões para 20 milhões de toneladas por ano. “Tem sido uma grande contribuição para o que todos queremos: uma sociedade mais conectada, mais integrada, mais inclusiva, mais sustentável. E, sem dúvida, o trem faz parte desse projeto”.

NOVOS TRENS

Um comunicado do governo lembra que nos últimos meses entraram em operação 15 novos trens de última geração, 12 deles em Biobío e três em La Araucanía, além da renovação da frota Rancagua-Estação Central com seis novas composições e o plano de renovação da infra-estrutura ferroviária a nível nacional.

Atualmente, 12 novos trens elétricos estão em pleno serviço, os quais renovaram a frota da Biotrén e o trecho Laja-Talcahuano. Esses trens começaram a operar regularmente em outubro de 2021.

Soma-se a isso a incorporação de mais três novos trens de última geração para o trecho Victoria-Temuco, que começou a operar em setembro, atingindo um investimento total de 87 milhões de dólares.

Da mesma forma, começarão as obras das três primeiras estações do novo serviço Melipilla-Santiago, que inclui 61 km de trilhos e a licitação de 22 novos trens, com um investimento de 1,554 bilhão de dólares, além da renovação da Estação Rancagua Central, que prevê a entrada em serviço de seis novas composições durante o primeiro trimestre de 2022, com um investimento de 33 milhões de dólares.

Segundo o presidente, além dos investimentos em material rodante, o governo também manteve o compromisso com investimentos em infraestrutura, sendo obras fundamentais para o desenvolvimento, por exemplo, de serviços no sul, como a ponte sobre o rio Biobío.

Nos primeiros dias de 2022, a EFE completou 138 anos e está desenvolvendo um plano nacional de renovação de infraestruturas, que contempla a implantação de novas passagens de nível com barreiras automatizadas, o diagnóstico e reabilitação de pontes com mais de 12 metros em toda a rede, e a renovação das vias férreas em múltiplos setores, o que permitirá aumentar progressivamente a velocidade de circulação dos serviços, com um investimento estimado de 1,800 bilhão de dólares até 2027.

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