Boletim reúne dados sobre sistemas de transporte público na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, considerando sistemas sobre trilhos, transportes por ônibus e vans, barcas, bicicletas e política pública de subsídio à tarifa integrada, além dos impactos da Covid-19

Em uma região do globo como a América Latina, em que as informações sobre diferentes aspectos da gestão pública costumam ser escassas e muitas vezes inacessíveis, merece aplauso a iniciativa de Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, que neste ano passou a emitir a publicação trimestral intitulada Boletim da Mobilidade Metropolitana.

A publicação apresenta dados organizados sobre o desempenho dos Sistemas sobre trilhos (Metrô, Trens Urbanos e Veículo Leve sobre Trilhos – VLT); Sistemas rodoviários (Ônibus e vans intermunicipais, ônibus e vans da Cidade do Rio de Janeiro, Ônibus dos demais municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro); Sistema aquaviário (Barcas); Sistema de micromobilidade (Bicicletas); Política pública de mobilidade urbana (Bilhete Único Intermunicipal, com subsidio), e Covid-19 (Impactos da pandemia no sistema de transportes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro).

DADOS MOSTRAM A REALIDADE

Em um dos textos introdutórios desta segunda edição do Boletim da Mobilidade Metropolitana, a subsecretária de Mobilidade e Integração Modal, Paula Azem explica que o documento apresenta os dados de janeiro, fevereiro e março de 2021.

Ela mostra um quadro da realidade revelada pelos dados do documento: ”A maior crise da mobilidade, causada pela pandemia no ano de 2020, levou a um cenário de queda abrupta de demanda que, em dezembro, representava 58% no metrô, 46% nos trens,

75% nas barcas e 38% nos ônibus intermunicipais. Apesar da expectativa de um retorno gradual de demanda no primeiro trimestre de 2021, ainda é notada a drástica redução em relação ao período pré-pandemia. No dia 25 de março, último dia útil do trimestre analisado, o transporte aquaviário permaneceu como o mais impactado, registrando queda de

76%. Já o metrô e os trens apresentaram quedas de 56% e 50%, respectivamente.

O secretário de Transportes, Julinho do Pneu, afirmou: “Essa ferramenta será uma importante aliada no planejamento das ações e projetos da Secretaria. A pandemia aponta para um cenário delicado para a mobilidade urbana no mundo, trazendo à tona a necessidade de enfrentamento imediato de alguns problemas do setor. Precisamos unir todos os atores que possam influenciar nesse novo momento do transporte público do estado”.

Acesse o documento, que tem os textos apenas em português

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