No Brasil, entidade setorial empresarial paulista defende transportes urbanos, rodoviários, suburbanos e intermunicipais, prejudicados com redução de demanda e falta de ajuda do governo

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Mulher dentro do ônibus. Foto: Cláudio Vieira, Prefeitura de São José dos Campos, Brasil

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo (FETPESP) a mais populosa unidade da federação brasileira, com 45 milhões de habitantes, emitiu no dia 23 de março de 2021 manifesto em que patenteia “sua preocupação com o inevitável agravamento da situação operacional e econômico-financeira das empresas que prestam serviços de transportes urbanos e rodoviários, nessa segunda onda da pandemia da Covid-19”. O documento é firmado por Mauro Artur Herszkowicz, presidente da entidade.

O documento assinala: “As operadoras amargaram, em 2020, uma brusca queda da demanda que atingiu em muitas localidades 80% do total de passageiros transportados em 2019, mantendo a quase totalidade de seus veículos em circulação, o que resultou em grave desequilíbrio financeiro, já que boa parte delas depende das tarifas para cobrir seus custos operacionais”.

E acrescenta: “Nesse momento, com o avanço das medidas restritivas adotadas pelo Governo Estadual e pelos Municípios, é de se prever a exacerbação dos problemas, agravados, mais ainda, com as infundadas notícias de que os transportes coletivos apresentam altos riscos de transmissão do vírus, considerando que as empresas vêm seguindo todos os protocolos sanitários e investindo em modernas tecnologias na desinfecção da parte interna dos veículos”.

SOLIDARIEDADE

No corpo do manifesto, a entidade expressa solidariedade com as empresas operadoras que estão debilitadas, com dificuldades para cumprir seus compromissos contratuais e financeiros, sem perspectivas a curto e médios prazos.

Na parte final do texto, o documento faz uma alusão ao processo de vacinação, reivindicando que os profissionais do setor sejam incluídos entre os grupos prioritários para receber o imunizante.

O texto assinala: “Além de defender uma melhor interlocução com os poderes envolvidos na sensível questão da mobilidade, na busca de soluções conjuntas, a FETPESP pleiteia que as autoridades sanitárias revejam a lista dos grupos prioritários para a vacinação contra o coronavírus, dando efetiva precedência aos profissionais do transporte de passageiros que prestam uma atividade essencial à população, seja nas ruas das cidades, como nas estradas do Estado”.

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