Sistemática contra o assédio sexual adotada há quase quatro anos pela Empresa de Pasajeros de Quito também será implantada no metrô da capital equatoriana

Há quase quatro anos (o início foi em março de 2017), a Prefeitura de Quito, por meio da Unidade Municipal de Patronato San José – entidade encarregada de executar programas sociais capazes de defender e restaurar os direitos da população mais vulnerável – colocou em marcha a estratégia denominada Bájale al Acoso (Coloque o assédio para baixo), com uma plataforma móvel fácil de usar que permite às pessoas afetadas denunciarem casos de assédio sexual no Sistema de Transporte Municipal.

Com o envio de SMS para o 6367 com a palavra ACOSO (assédio) e o número da unidade de transporte, a pessoa afetada receberá uma chamada telefônica para orientação e gerenciamento de crise.

PONTOS ESTRATÉGICOS

Esta ferramenta tecnológica atualmente funciona em unidades de transporte público do Trólebus e Ecovía.

Os brigadistas estão distribuídos em pontos estratégicos do Sistema Metropolitano de Transporte. O atendimento da brigada é coordenado a partir do Centro de Controle instalado na Empresa de Passageiros de Quito, onde são recebidos os SMS de alerta enviados para o número 6367 e todos os protocolos são imediatamente acionados para oferecer suporte ao usuário.

 Além disso, dentro dos biarticulados e articulados, uma mensagem de áudio é acionada para gerar consciência e convivência entre os passageiros.

Desde a implementação da estratégia na Empresa de Passageiros de Quito, os atos de violência sexual e a percepção de insegurança das mulheres de Quito no transporte municipal foram reduzidos em 35%, conseguindo processar 88 casos e destes 25 pessoas foram condenados por esses atos. Por isso, a estratégia Bájale al Acoso (Coloque o assédio para baixo), também busca se firmar no Metrô de Quito quando este iniciar sua operação na cidade.

Quando a sistemática é acionada, um operador contacta de imediato a vítima para ativar o protocolo de ação em casos de violência sexual. Um pessoal da Empresa de Pasajeros de Quito acompanha e apóia a vítima em todo o processo de reclamação, além de oferecer terapia psicológica gratuita se necessária.

Segundo o governo, isso tem permitido gerar uma mudança no comportamento dos passageiros, tornando o uso do transporte na cidade mais seguro para mulheres e meninas.

MESAS DE TRABALHO NO METRÔ

No final de novembro de 2020, uma diretora da Empresa de Pasajeros de Quito, uma equipe da estratégia Bájale al Acoso e a representantes do Patronato San José visitaram e percorreram a Estação Quitumbe, área de garagens e de oficinas do Metrô de Quito, com para conhecer as ferramentas que este novo subsistema de transporte terá e assim constituir grupos de trabalho para garantir a operação da estratégia contra o assédio sexual.

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