UITP Divisão América Latina organizou em 27 de março um seminário sobre o tema ‘Como administrar o Covid-19 no transporte público?’

Nesta terça-feira, 7 de abril de 2020, a União Internacional Transporte Público (UITP), Divisão América Latina promoverá uma videoconferência sobre otema Covid-19 na América Latina e seu impacto econômico no transporte público.

Na convocatória do encontro, a UITP América Latina pede atenção dos interessados para a diferença de horários: 9h – México, Costa Rica; 10h – Colômbia, Equador, Panamá; 11h – Bolívia; 12h – Brasil, Argentina, Uruguai, Bermudas, Chile, e 16h – Espanha e Bélgica.

SEMINÁRIO EM MARÇO

Em 27 de março de 2020 a UITP Divisão América Latina organizou um seminário sobre o tema, intituladoComo administrar o Covid-19 no transporte público?

O seminário foi aberto pelo presidente da UITP América Latina, o engenheiro e professor brasileiro Jurandir Fernandes, e foi coordenado pela diretora da entidade, arquiteta Eleonora Pazos.

Foram 100 minutos de teleconferência com a participação de 125 especialistas e dirigentes do setor de diferentes países latino-americanos.

GESTÃO DE PANDEMIAS

Dionísio González, diretor da UITP,

O seminário online contou com exposições de especialistas da Espanha, um dos países mais afetados pela crise do coronavírus. Dionísio González, diretor da UITP, fez a primeira exposição em que mostrou os princípios gerais para a gestão de pandemias.

Ele afirmou que o transporte público é um serviço essencial que deve ser mantido em operação e que gestores e operadores têm grande compromisso com seus trabalhadores, clientes e com a sociedade.

Os objetivos são na gestão de pandemia são: prevenir situação de nervosismo ou pânico entre trabalhadores, usuários e outros o públicos; limitar o risco de contágio no trabalho e seguir garantindo a mobilidade e mitigar o impacto da pandemia sobre a continuidade da atividade de transporte.

Ele fez considerações sobre a necessidade de redução dos contatos das equipes de trabalho com os clientes e nas atividades de escritório, mencionando a importância do teletrabalho e da substituição de reuniões por videoconferências. Fez também recomendações sobre proteção pessoal e de limpeza, focalizando a oferta de produtos de higiene, equipamentos de proteção individual e adoção de procedimentos de limpeza.

Ressaltou a importância da adaptação do nível de atividade e ajuste da oferta de serviço à demanda reduzida, com a manutenção em casa dos trabalhadores que não estiverem envolvidos na operação. Realçou as ações de comunicação interna e externa e frisou a importância da coordenação permanente tanto em âmbito interno à empresa como em contato com as autoridades.

O dirigente da UITP afirmou no final que a gestão de epidemias deve fazer parte dos procedimentos de gestão de crise existentes. E enfatizou a importância da agilidade das respostas durante a crise e do planejamento da retomada do trabalho.

EXPERIÊNCIAS ESPANHOLAS

Durante a teleconferência, houve exposições também de dois dirigentes da Empresa Municipal de Transportes de Madri (EMT) – Carlos Sierra, vice-diretor de centros de Operações, e Gonzalo Fernández, vice-diretor de Serviços Gerais; Juan Carlos Piñero, diretor do Metrô de Madri, e Carles Casas, diretor de Estratégia da empresa Ferrocarrils de la Generalitat de Catalunya (FGC).

Afinados com o que expôs Dionísio Gonzáles, de modo geral, eles mostraram procedimentos de prevenção e controle da contaminação em ambientes de trabalho e nos espaços e veículos destinados aos usuários dos sistemas. E informaram que a demanda dos sistemas de transportes caiu 90% em razão do regime de quarentena em vigor, ocasionando redução da oferta, mas não na mesma proporção, justamente para que os veículos ofereçam espaço de distanciamento aos que necessitam viajar. Salientaram a importância de acompanhar as orientações das autoridades sanitárias e do reforço das orientações sobre como cada pessoa deve agir para se prevenir. E destacaram também o significado da comunicação permanente com os clientes dos sistemas e com o público interno, e, neste particular, também o diálogo com os representantes dos trabalhadores.

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