Novo documento da União Internacional de Transportes Públicos, Divisão América Latina (UITP/DAL) observa que “a antiga mobilidade é possessiva, a nova é serviço”

Jurandir Fernandes

Às vésperas de sua 17ª Assembléia, prevista para os dias 9 e 11 de outubro de 2019, em Santiago Fo Chile, a União Internacional dos Transportes Públicos, Divisão da América Latina (UITP/DAL), presidida pelo engenheiro Jurandir Fernandes, apresenta o documento intitulado A antiga mobilidade é possessivo, o novo é o serviço – Tendência América Latina, que pode ser acessado através de link no final deste artigo.

TEXTO INTRODUTÓRIO

A introdução do documento afirma: “Chegou a hora de dizer adeus ao antigo e saudar o novo. As mudanças tecnológicas nos desafiam a novas formas de combinar e integrar os clássicos e os novos atores da mobilidade urbana. Não podemos permanecer inertes diante da perda de milhões de passageiros devido às mudanças tecnológicas em andamento, aos baixos investimentos em infraestrutura de transporte e às instalações de carros ainda fáceis em nossas cidades latino-americanas. Não podemos ser indiferentes à inércia das autoridades que levam tempo para estabelecer novas políticas e padrões para o setor, a fim de fortalecer o presente e coordenar a transição para o futuro.”

O texto introdutório continua: “Precisamos redefinir a mobilidade urbana. O usuário não quer mais ser cativo de um transporte urbano não integrado, com linhas fixas, itinerários e horários. Deseja ter mais opções. O passageiro não é mais usuário e torna-se cliente de um serviço com várias alternativas para se deslocar de um ponto a outro na cidade. O transporte público continua sendo a espinha dorsal da mobilidade urbana através de ônibus, bondes, metrôs ou trens complementados pelos serviços oferecidos por ônibus de diferentes capacidades, táxis comuns ou de aplicação, além dos vários sistemas de compartilhamento de carros, bicicletas e trens e patinetes. No caso da América Latina, o transporte público está amplamente concentrado nos serviços de ônibus, apesar dos investimentos que alguns países fizeram em sistemas ferroviários. A nova mobilidade implica o desafio de integrar e combinar todos os modos com os principais eixos servidos pelo transporte público”.

O artigo está estruturado em segmentos: As grandes tendências, Mobilidade como serviço sob uma autoridade, Prioridade e flexibilidade para o barramento: BRT e transporte sob demanda; Eletrificação como uma tendência; Estrutura institucional esclerosada impede o progresso. Um aspecto ganhou um título de destaque: “Muitos países já se convenceram de que subsidiar o transporte público, especialmente o transporte público de massa, é um investimento”.

POLÍTICA PARA O TRANSPORTE PÚBLICO

Na última página, como uma espécie de conclusão, o documento afirma: “Os governos devem olhar para o futuro pensando em como ter uma política para o transporte público urbano. O que deve incluir financiamento, investimento em infraestrutura, corredores e terminais e também telecomunicações. Hoje existe uma grande dependência de tecnologias digitais e telecomunicações, em breve a tecnologia 5G dominará o cenário. No Chile, vemos a vantagem de um único ministério (Ministério de Transportes e Telecomunicações) integrar as duas questões, o que pode trazer avanços para este tipo de políticas. Se nossos legisladores e governantes não olharem para o futuro, estaremos presos no passado.”

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