Modernização de linha ferroviária no Uruguai busca recondicionar infraestrutura logística e ampliar segurança viária em diversas cidades

Com o Projeto Ferrovia Central  (Projecto Ferrocarril Central), Uruguai busca recondicionar infraestrutura logística e ampliar segurança viária em diversas cidades. Estava prevista para 9 de abril de 2018 e depois foi transferida para 29 de maio de 2018 a abertura dos envelopes da licitação internacional.

Estava originalmente prevista para o dia 9 de abril de 2018 e depois foi transferida para 29 de maio de 2018 a abertura dos envelopes da Proposta Pública Internacional nº 35/2017, do Ministério dos Transportes e Obras Públicas do Uruguai, referente ao Projeto Ferrovia Central (Projecto Ferrocarril Central), que compreende financiamento, concepção, construção, reabilitação e manutenção da infraestrutura ferroviária do trecho ferroviário Porto de Montevidéu-Estação Paso de los Toros, em regime de parceria público-privada, e do projeto, construção e reabilitação de infraestrutura rodoviária e construção adicional, no âmbito aplicável às obras públicas.

A iniciativa é tratada como um passo significativo no quadro do programa de infraestrutura de transporte que o Uruguai está desenvolvendo para melhorar sua plataforma logística, a complementaridade da ferrovia em relação ao transporte por caminhão e com o sistema portuário e, também, a influência dos trilhos sobre o território como fator de viabilidade de empreendimentos produtivos, devido a sua maior competitividade e sustentabilidade.

Além dessas justificativas de natureza econômica, o governo uruguaio realça o fato de que o projeto trará melhorias na interação com áreas urbanas de diversas cidades. Em diferentes pontos serão construídas passagens em desnível (trilhos em trincheira) e, nos cruzamentos em nível, serão instalados sistemas de barreiras com sinalização luminosa e efeitos sonoros – um sistema automatizado que busca garantir melhores condições de segurança viária.

Em que pese sua relevância nacional, o projeto acarretará certo número desapropriações e o governo tem procurado entrar em contato direto com os moradores das cidades afetadas para esclarecimentos. Na segunda semana de março, o ministro Transportes e Obras Públicas, Víctor Rossi, e uma equipe de conselheiros reuniu-se com moradores da cidade de Las Piedras, onde haverá desapropriações; semanas antes ele havia mantido reunião semelhante com moradores da cidade de Durazno.

ASPECTOS

O governo uruguaio considera esse projeto um trabalho de infraestrutura relevante para o sistema de transporte multimodal e o mais importante no modo ferroviário nos últimos anos. Trata-se da construção e manutenção de 273 km de ferrovias, que passarão a ter um padrão mais elevado, permitindo a circulação de trens de carga a 80 quilômetros por hora e 22,5 toneladas por eixo.

Este projeto, juntamente com outros que já estão em andamento – a reabilitação da linha de Rivera e da costa entre Piedra Sola e Salto – são apontados pelo governo como a consolidação da expansão da oferta de transporte ferroviário de cargas nacionais e regionais, complementando formas até então utilizadas.

A justificativa para a iniciativa está no fato de que junto à linha central entre Porto de Montevidéu-Rivera e em sua área de influência próxima existem diferentes empreendimentos agrícolas, de mineração, industriais e florestais, alguns dos quais já utilizam a ferrovia. O governo entende que com as melhorias a serem trazidas pelo projeto, melhorará substancialmente a oferta do transporte ferroviário, com custos mais baixos, o que acabará por incentivar o uso mais intensivo da demanda existente e a captura de novas cargas.

O processo de recuperação do modo ferroviário, que começou com a reconstrução de alguns trechos de ferrovias, é fundamental para a produção. E com esse projeto, tem uma oportunidade imbatível de consolidar e, definitivamente, permitir que o país incorpore um sistema complementar, competitivo e sustentável ao seu sistema de transporte.

O projeto inclui uma seção inicial de trilha dupla de 26 km, uma dúzia de estradas secundárias para travessias de trem, uma seção de estrada para acesso industrial e mais de 40 pontes ferroviárias reforçadas ou novas. A rota definida inclui o desvio de vários centros populacionais e a retificação de curvas, para permitir maior segurança na circulação dos trens. Por Alexandre Asquini.

Veja um filme oficial com a descrição do projeto

Veja também

Por